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Autor

John Bunyan

Nele, brilhavam três grandes eminências:
Era historiador, poeta e pregador em excelência.

John Bunyan nasceu em novembro de 1628, em Elstow, um vilarejo a cerca de 1,5 quilômetro da cidade de Bedford. Seu pai, Thomas Bunyan, fabricava e consertava panelas e chaleiras. Sua mãe, Margaret Bentley, provinha de uma família mais abastada. John gostava de definir sua família com estando “entre a multidão dos pobres lavradores”. Mesmo sem muitos recursos financeiros, os pais de Bunyan o enviaram à escola. No entanto, ele frequentou as aulas tempo suficiente para apenas aprender a ler e escrever. Desde cedo aprendeu o ofício do pai e ajudou no sustento da família.

Cedo em sua vida, Bunyan se embrenhou em uma vida de jogos e bailes. Pouco depois de ser dispensado do exército, casou-se com sua primeira esposa, entre 1647–48. Em sua autobiografia Graça abundante ao principal dos pecadores (Editora Fiel, 2012), ele afirma que, quando se uniram, os dois eram “tão pobres quanto os pobres devem ser, sem possuir muitos implementos caseiros, além de um prato e uma colher, que compartilhávamos”. Apesar de serem tão destituídos, a esposa de Bunyan trouxe consigo, como dote de casamento, dois livros — uma extravagância para aqueles tempos: The Plain Man’s Pathway to Heaven (A Jornada do homem comum ao Céu) de Arthur Dent e The Practice of Piety (A prática da piedade) de Lewis Bayly. Essas duas obras e o comportamento cristão de sua esposa influenciaram Bunyan a um despertamento espiritual. Tiveram quatro filhos, a primeira deles, Mary, nasceu cega e era alvo de especial afeto de seu pai.

Os quatro anos seguintes foram de intenso conflito espiritual interior para Bunyan: se, por um lado, sua carne almejava continuar na prática do pecado, por outro, seu espírito, tocado pela graça divina, sentia o peso da condenação e o desejo de salvação. Certo domingo à tarde, enquanto jogava Tip Cat, uma voz do Céu lhe veio à mente, que dizia: “Você abandonará seus pecados e irá ao Céu, ou continuará pecando e irá ao inferno?”. Naquele momento, Bunyan não deu importância à profunda inquietação que lhe sobreviera ao espírito. Mas, pouco depois, buscou numa vida de legalismo a redenção de sua alma. Começou a frequentar a igreja, mudou seu linguajar e a forma de se vestir. Contudo, quando confrontado por um sermão sobre a observância do Dia do Senhor, Bunyan decidiu voltar aos seus velhos hábitos.

Em 1650, veio a conhecer o pastor puritano John Gifford em sua casa paroquial na igreja de Saint John — então uma comunidade independente —, em Bedford. Nesta ocasião, conversaram sobre a salvação e a verdadeira mensagem de Jesus. No entanto, a rendição definitiva de Bunyan a Cristo ocorreu um ano depois influenciado pela conversa das senhoras, com o pastor Gifford e pela leitura de Comentário da epístola de São Paulo aos Gálatas (Ed. Sinodal, 2017, vol. 10) que, depois da Bíblia, era seu livro de referência. Neste mesmo ano, começou a frequentar essa congregação em Bedford, embora permanecesse morando em Elstow. Tornou-se membro e diácono em 1653.

Em seus últimos anos de vida, ainda escreveu muitas e excelentes obras, entre as mais conhecidas estão: The Life and Death of Mr. Badman (Vida e morte do Sr. Maldoso, 1680), A Guerra Santa (1682), A peregrina (1684). John Bunyan escreveu um total de 61 obras entre panfletos, livretos e livros.

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